segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A DESIGUALDADE SOCIAL E SUA INTERFÊNCIA NO ACESSO A SAÚDE PARA POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA


A partir da desigualdade existente no contexto geral, as dificuldades impostas ao acesso à saúde de fato já foram muito piores, atualmente cresce o número de crianças que já foram vacinadas, de pré-natais realizados, consultas a médicos e a dentistas, mas a desigualdade é um problema histórico, e como já dito, muito mais ainda precisa ser feito para atender toda a população.
            É total responsabilidade do Estado garantir a execução da integralidade, universalidade e equidade, princípios doutrinários que norteiam o Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo não apenas aos recursos humanos, técnicos e financeiros disponíveis. A integralidade pressupõe o básico entendimento de que a mesma só é possível a partir do acesso igualitário aos serviços e ações de saúde. A igualdade, por sua vez, afirma que todo cidadão é igual perante o SUS e será atendido conforme as suas necessidades, assim, os serviços de saúde devem saber quais são as diferenças dos grupos da população e trabalhar para cada necessidade, oferecendo mais a quem mais precisa, diminuindo as desigualdades existentes. O conceito de universalidade garante que todas as pessoas têm direito ao atendimento independente da cor, raça, religião, local de moradia, situação de emprego ou renda, etc.
            Como descreve Paim (2010), “as noções de universalidade, equidade e integralidade têm estado presentes em documentos doutrinários e técnicos da área de saúde divulgados nos últimos sessenta anos”, mas isso não autoriza desatentarmo-nos para o principio constitucional de justiça, e da nossa própria interpretação de como pode ser traduzido à igualdade de acesso entre indivíduos socialmente distintos.
            De acordo com Travassos (2006), o acesso aos serviços de saúde, no Brasil “é fortemente influenciado pela condição social das pessoas e pelo local onde residem. Este padrão existe tanto para adultos como para as crianças”. Houve algumas diminuições das desigualdades sociais no acesso, mas as desigualdades geográficas permanecem.
            Como a dificuldade de acesso a saúde relacionada a dificuldades geográficas, o Governo criou recentemente o Programa Mais Médicos, que faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, que prevê mais investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez e ausência de profissionais. No caso algumas cidades do interior do nosso estado (Paraíba). Esta medida claramente irá contribuir para melhoria da acessibilidade, mas o acesso está fortemente vinculado além dos problemas geográficos aos econômicos, enfatizando não somente dificuldades topográficas naturais, como a distância entre o domicilio e o local onde serviços de saúde são disponibilizados, unindo também a dificuldade da oferta de transportes, em suas diversas opções e horários bem como custos e tempo de viagem.
            O ponto chave da desigualdade é a desnivelada distribuição de renda, consultas médicas, remédios, são paliativos, se em casa falta alimento, saneamento, renda para da continuidade a um tratamento, o conceito de saúde é amplo, um completo bem estar físico, mental e social, e para isso é necessário muito mais.

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